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Classic Blue: o que está por trás da cor de 2020 da Pantone

A Pantone acaba de anunciar sua cor para 2020: Azul Clássico, tom do jeans que a gente usa todo dia e do céu ao anoitecer. Essa é a cor o que os analistas de cores da Pantone consideram uma reconfortante para um momento de mudança.

O que está por trás dessa escolha? Em um momento de grande instabilidade política global, em que a verdade está sendo substituída por fake news fabricadas por veículos de propaganda em massa, e as incertezas e a falta de um caminho certo nos deixa inseguros e ansiosos, a adoção de um tom atemporal e que simboliza calma parece necessária. “Não sabemos para onde ir e em quem confiar. Azul é o sentimento de calma e segurança que nos ajuda a ter essa confiança para seguir em frente”, diz Laurie Pressman, VP do Pantone Color Institute, em entrevista à Fast Company.

Na cromoterapia, essa cor é usada para o tratamento de problemas de sono e insônia ou relacionados ao estresse, ajudando a trazer calma e harmonia ao organismo. Assim, essa cor fala direto com uma grande tendência global, que também traduz os tempos atuais, a indústria do wellness.

Um dos tons do céu, o Azul Clássico é também uma cor universal que transcende culturas e geografia, ou seja, é uma cor que todos podem ver ao redor do mundo. É também sem gênero e sem estação, tornando-o acessível e desejável para as pessoas em todas as esferas da vida. “Estamos voltando aos clássicos porque tudo tem estado muito caótico no mundo”, diz Pressman.

Apesar de ser “a cor de 2020”, ela vem sendo vista por um tempo em passarelas ou no design de móveis. Esse azul profundo é quase como um preto, uma cor neutra e de base para combinar com outros tons mais fortes.

Mas a escolha dessa cor do ano representa também um grande negócio para a Pantone, é uma vitrine e tanto para seus negócios maiores. A empresa lucra com a venda de muitos produtos, de xícaras em lojas de museus a a fórmulas químicas para suas cores proprietárias, mas também mostra sua influência de autoridade global em cores ao vermos o tom escolhido em praticamente tudo, de roupas, acessórios e almofadas à louças, fones de ouvido, maquiagem e esmalte.

E de fato, a Pantone tem influência no mercado. Poucos minutos após os anúncios, minha caixa de email enche de mensagens promovendo produtos que levam a “cor do ano”. Essa aceitação pura e simples mostra a necessidade das empresas, cada vez menos avessas ao risco, de receberem orientações que as ajudem a descobrir o que o consumidor vai querer. “As pessoas ainda precisam de uma direção e de uma confirmação”, afirma um membro anônimo do comitê da Pantone ao jornalista Tom Vanderbilt em artigo para a Slate.

Como a cor do ano é escolhida

A prática de selecionar a cor do ano é longa e está envolta em um pouco de mistério.  Segundo um artigo publicado pelo The Fashion Law, duas vezes por ano, os representantes da Pantone se reúnem com um grupo até 12 analistas de tendências de todo o mundo, um grupo anônimo de especialistas em cores que trabalham, desde em design ou moda ao ensino da teoria das cores em universidades. Eles se reúnem para falar sobre as cores que parecem estar prestes a decolar em popularidade.

De acordo com o site Mental Floss, um dos analistas escolhe um tema abstrato antes de cada reunião para iniciar o brainstorming. Para a sessão de planejamento das tendências do Inverno 2018 / 2019, o tema era “tempo”. Todos elaboram suas próprias previsões de cores inspiradas nesse tema e trazem um moodboard com cores relevantes, combinações e paletas.

Essas apresentações também vêm com fotos lado a lado junto a artigos detalhando como a cor tem sido usada na passarela nas últimas temporadas, sugerindo que a cor do ano Pantone já está de fato reverberando no mundo antes de ser oficialmente cunhada pela Pantone e depois por muitas outras empresas.

O tom que venceu em 2019 foi o Living Coral, escolhido por seu tom “animador e de afirmação da vida”.

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